Eu me apaixono com certa facilidade. Ta, com MUITA facilidade. Tudo bem, eu consigo amar até uma berinjela. E faço mil planos, e sofro quando acaba, e tenho certeza de que não me apaixonarei mais, e me apaixono de novo e , bem, volto á primeira casa do tabuleiro.Um dia, conheci um cara muito legal. Mas acho que o meu botão de amar estava desligado.Ou mal apertado, sei lá.O caso é que eu gostava dele, mas não via estrelinhas, sabe?Mas, como a gente se sentia bem um com o outro, acabou que chegamos a namorar.
Um dia, observando-o enquanto ele via TV, pensei que eu finalmente tivesse encontrado a chave de um relacionamento perfeito.Porque eu sempre tinha sido apaixonada pelos meus ex, mas quem disse que eu era feliz?A não ser que você considere felicidade chorar pelo telefonema que não vem, sentir o coração apertado ao ver aquela menina dando bola para ele, ficar na miséria a cada briga ou ter vontade de morrer só de pensar na possibilidade de perdê-lo.Tudo bem, nem sempre a coisa era tensa assim.Com certeza, havia períodos maravilhosos.E aí eu ficava eufórica, tinha a certeza de que seria feliz para sempre e fazia planos de casar ter filhos e 2 cachorros.
Logo eu, que nem gosto de cachorros.
O ponto é:não era uma felicidade tranqüila.Ou eu estava nas nuvens ou na lama.Quando estava na lama, não conseguia enxergar as nuvens-em compensação, quando estava nas nuvens, morria de medo da lama.
Ali, na sala, olhando para meu namorado superlegal, me senti uma vitoriosa.Finalmente, eu tinha vencido o amor!Eu tinha mostrado a ele que consigo ter uma relação sem ciúme, sem medo, sem ansiedade e sem discussões porque nada me incomoda.Quer vida mais tranqüila e harmônica que essa?Por que o amor tem essa bola toda, mesmo?Tão mais pratico um namoro sem nenhuma lagrima, nenhum tormento, nenhum aperto no peito e, bem...nenhuma batida forte no coração.
É, nem preciso dizer que meu relacionamento superlegal não durou muito.E que eu me senti uma idiota quanto terminei porque eu nunca, NUNCA, tinha vivido uma relação tão saudável e tranqüila.Nem monótona era.A gente fazia mil coisas.Mas o que eu podia fazer se sentia falta da felicidade eufórica e das lamas miseráveis...Eu sentia falta de estar apaixonada.De planejar os próximos 50 anos com alguém, de ter medo de perdê-lo, de ter medo de me perder.Afinal, a paixão é assim, né?Uma delicia, mas deixa a gente neurótica.E se depois de alguns anos virar amor, que é um sentimento sereno e aquela coisa toda?Bom, o maximo que já fiquei com alguém foram 4 meses e garanto:foram 4 meses sentindo batidas fortes no coração.Porque é assim que o amor faz sentido pra mim.
Meio neurótico.
Liliane prata
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Ainda vive.
Essa coisa de que terminou,acabou e ponto final é muito mal sentida,se é que você me entende. Eu nunca terminei nada que teve um ponto final pra mim,falo de pessoas que marcam, das coisas que ficam perto,apesar da distância,da quantidade de anos que se passam,das lágrimas que foram derramadas,apesar de tudo que pesa. A saudade faz o momento tentar voltar,a lembrança mesmo sem autorização reapresenta aquele capitulo da vida que eu pedi pra esquecer. Trás uma angústia,saudade,uma dor que eu definiria como um nó bem apertado no meio do sossego.
Cismei que posso fazer diferente,que posso dizer a distância que ela não me amedronta e que não vai me impedir de amar ninguém,que posso ter os meus amigos,meus amores,meus avós,para todo o sempre. Não porque eu não esqueci,mas sim por não deixar de viver por eles,por aquele menino sensível de olhos esbugalados que me desenhava enquanto dizia que eu podia fazer tudo,por quem me deu a mão e disse que eu podia continuar,por aquele amiguinho que brincou comigo de pique esconde enquando eu esperava a condução,por quem me viu cair andando de bicicleta e meu aplaudiu quando eu tirei as rodinhas,por essas e outras lembranças que eu insisto em dizer que nada termina de verdade,continua vivendo dentro de nos,pelo menos dentro de mim vive,e vive muita coisa.
Cismei que posso fazer diferente,que posso dizer a distância que ela não me amedronta e que não vai me impedir de amar ninguém,que posso ter os meus amigos,meus amores,meus avós,para todo o sempre. Não porque eu não esqueci,mas sim por não deixar de viver por eles,por aquele menino sensível de olhos esbugalados que me desenhava enquanto dizia que eu podia fazer tudo,por quem me deu a mão e disse que eu podia continuar,por aquele amiguinho que brincou comigo de pique esconde enquando eu esperava a condução,por quem me viu cair andando de bicicleta e meu aplaudiu quando eu tirei as rodinhas,por essas e outras lembranças que eu insisto em dizer que nada termina de verdade,continua vivendo dentro de nos,pelo menos dentro de mim vive,e vive muita coisa.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Descoberta;
Descobri: Sou viciado em intensidade,sempre desprezei as coisas mornas,as coisas que não provocam nem ódio nem paixão,coisas definidas como mais ou menos,um filme mais ou menos,um beijo mais ou menos,uma loucura mais ou menos,enfim perda de tempo! O mesmo me incomoda,a quietude me apavora. Quando quero,quero muito,quero tudo,quero agora,se eu quiser pouco,eu enrolo,eu tento,eu mudo,também gosto do que não existe.Minha verdade não precisa ser a verdade dos outros nem ninguém é obrigado a aceitá-las,acredito ser super errado tomar a verdade dos outros sem nem mesmo questionar-se,poqur isto é uma forma de negar o maior e o menos usado dos da vida: O dom de inventa-se! É importante cultivar ligações,afinidades,paixões,amores. Amar cria raízes sim,basta sentir amor para que fiquemos dependentes dele,uma dependência boa claro,mas como algo que nos faz sentir vivos.Tipo amar a Deus,me faz dependente dEle de forma que minha necessidade de ser egoísta congela,diante do amor dEle por mim,me constrange,meche com meu coração,enche-me de alegria,gera em mim uma paixão,uma loucura.
Meu mundo se resume em palavras que me perfuram,a canções que me comovem,a perguntas sem resposta a respostas que nao me servem,á constante perseguição do que ainda não sei. Canso menos,me divirto mais,e não perco a fé por constar coisas óbvias como: que nem sempre as coisas são como eu quero,ou que tudo é provisorio,inclusive nós,é! Em frente a tv,devoro dois pacotes de Doritos enquanto espero o telefone tocar. Bem que podia ser hoje,bem que podia ser agora,um amor novinho em folha. Ninguém precisa entender ninguém,entender é muito ligado a viver,e viver não é fácil,enfim a vida é linda,você também e o suco estava ótimo.
Meu mundo se resume em palavras que me perfuram,a canções que me comovem,a perguntas sem resposta a respostas que nao me servem,á constante perseguição do que ainda não sei. Canso menos,me divirto mais,e não perco a fé por constar coisas óbvias como: que nem sempre as coisas são como eu quero,ou que tudo é provisorio,inclusive nós,é! Em frente a tv,devoro dois pacotes de Doritos enquanto espero o telefone tocar. Bem que podia ser hoje,bem que podia ser agora,um amor novinho em folha. Ninguém precisa entender ninguém,entender é muito ligado a viver,e viver não é fácil,enfim a vida é linda,você também e o suco estava ótimo.
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