Essa coisa de que terminou,acabou e ponto final é muito mal sentida,se é que você me entende. Eu nunca terminei nada que teve um ponto final pra mim,falo de pessoas que marcam, das coisas que ficam perto,apesar da distância,da quantidade de anos que se passam,das lágrimas que foram derramadas,apesar de tudo que pesa. A saudade faz o momento tentar voltar,a lembrança mesmo sem autorização reapresenta aquele capitulo da vida que eu pedi pra esquecer. Trás uma angústia,saudade,uma dor que eu definiria como um nó bem apertado no meio do sossego.
Cismei que posso fazer diferente,que posso dizer a distância que ela não me amedronta e que não vai me impedir de amar ninguém,que posso ter os meus amigos,meus amores,meus avós,para todo o sempre. Não porque eu não esqueci,mas sim por não deixar de viver por eles,por aquele menino sensível de olhos esbugalados que me desenhava enquanto dizia que eu podia fazer tudo,por quem me deu a mão e disse que eu podia continuar,por aquele amiguinho que brincou comigo de pique esconde enquando eu esperava a condução,por quem me viu cair andando de bicicleta e meu aplaudiu quando eu tirei as rodinhas,por essas e outras lembranças que eu insisto em dizer que nada termina de verdade,continua vivendo dentro de nos,pelo menos dentro de mim vive,e vive muita coisa.
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